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Escola Secundaria Tomaz Pelayo

domingo, 10 de julho de 2011

Fundamentação

     
       No âmbito da prova de aptidão profissional do Curso Técnico de Apoio Psicossocial, decidi eleger como tema a “pobreza e abandono infantil”, tendo em consideração que no nosso mundo havia, em 2006, cerca de 19 milhões crianças que estavam em risco de pobreza na União Europeia. Esta situação mantém-se, e, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) de 18-04-2011, Portugal é indicado como tendo a oitava maior taxa de pobreza infantil entre os países membros daquela organização. São muitas as causas para esta realidade, diz o padre Jardim Moreira, como o desemprego e o endividamento familiar. Para o Coordenador da Rede Europeia Anti-Pobreza, o divórcio ou o desemprego podem explicar a pobreza infantil.
       As crianças constituem um grupo particularmente vulnerável à pobreza, o que conduz ao abandono infantil. Na verdade, elas não têm como aceder aos recursos financeiros essenciais à sobrevivência, o que faz com que elas sejam totalmente dependentes dos outros, o que implica um enorme compromisso por parte dos pais. Quando estes não podem assumir os seus compromissos, abandonam as crianças, que ficam traumatizadas, privadas de educação, de afecto e de recursos financeiros.
Em Portugal, a pobreza, a infantil em particular, faz-se sentir de forma mais acentuada do que na média dos países europeus. Em 2006,18% da população portuguesa estava em risco de pobreza. Este risco atingia 21% das crianças.
       Pretendo alertar para este problema, desmistificando o estereótipo de que esta situação só acontece nos países em desenvolvimento, de modo a que possamos ver a realidade do nosso quotidiano. Assim sendo, vou abordar vários factores que provocam este panorama e tentar fazer com que esta situação se modifique.
Com base no estágio que realizei num infantário em França, numa escola de óptimas condições, optei por este tema, para demonstrar uma outra realidade da infância em crianças que são menos beneficiadas. A minha opção deve-se ainda ao facto de ser iminente este problema na actualidade, podendo ainda aumentar, devido à crise económica instalada.


Objectivos gerais:

  • Reduzir a pobreza no distrito do Porto.
  • Diminuir o abandono infantil.

Objectivos específicos:

  • Melhorar as condições económicas das famílias mais carenciadas;
  • Promover competências de empregabilidade nos pais;
  • Promover competências parentais;
  • Promover o desenvolvimento saudável das crianças;
  • Sensibilizar as pessoas para a problemática da pobreza e abandono infantil









Abandono aumenta nos hospitais do País

O número de crianças vítimas de maus tratos e abandonadas em hospitais está a aumentar em Portugal, obrigando os menores a internamentos prolongados sem justificação clínica. Um fenómeno que, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde da Criança e Adolescente (CNSCA), encontra as suas principais razões no aumento dos fluxos de imigração e na subida da taxa nacional de desemprego.
         Não é um problema novo, mas «aumentou exponencialmente no último ano» com a entrada de «muitos imigrantes que vieram construir a Ponte Vasco da Gama e posteriormente os estádios», sustenta a presidente da CNSCA, que é também directora do serviço de pediatria do Hospital Amadora-Sintra. Em declarações à Lusa, Maria do Céu Machado lembra que, «agora que acabaram as obras públicas, os imigrantes foram ficando e vivem em condições socioeconómicas muito precárias». Mas também entre os portugueses, acrescenta, se verifica «um grande problema de desemprego. E quando aumenta o desemprego, aumentam os maus tratos». Uma relação de causalidade que, garante, é diariamente comprovada por quem está no terreno: «quando nos chegam crianças às urgências, ao preencher na ficha o campo da profissão dos pais é assustadora a quantidade de desempregados».
         Para ilustrar o aumento de situações de famílias em risco, Maria do Céu Machado refere que só nos primeiros dois meses deste ano apareceram no Amadora-Sintra «150 casos em que teve de se chamar a assistente social». Algumas crianças, adianta, ficam meses, por vezes anos, internadas por falta de vagas em instituições de acolhimento.



         Uma realidade que, sustenta a presidente do CNSCA, justifica que este organismo realize um estudo da situação actual, uma vez que o levantamento mais recente, feito pelo Instituto de Apoio à Criança, diz respeito ao último trimestre de 2001. Esse «estudo exploratório» abrangeu 19 hospitais com serviço de pediatria, onde foram identificadas 70 crianças em situação de internamento após alta clínica, entre as quais 36 raparigas. Metade dos menores nessa situação eram recém-nascidos e mais de um quarto tinha menos de um ano de vida. A média de tempo de internamento era de 62 dias, sendo que em alguns casos o período máximo chegou aos dois anos. 

A pobreza

     
       No século XIX a pobreza era considerada como um fenómeno social estrutural, inevitável e cuja existência radicava nas características especificas dos indivíduos que viviam nessa situação. No entanto, apesar desta ideologia ainda não estar totalmente extinta nos dias de hoje, a realidade tem mostrado que a origem da pobreza parece estar, antes de mais, na própria sociedade.

       No interior dos países a distribuição dos pobres é desigual. Assim estes encontram-se geralmente em zonas rurais e nas periferias dos centros urbanos. Dentro destas populações existem grupos que sofrem mais deste fenómeno, nomeadamente as mulheres e as crianças. As mulheres, suportam privações diárias e condições de trabalho mais precárias do que os homens, tendo que realizar trabalhos domésticos e cuidar dos filhos. As crianças, a curto prazo, apresentam défices nas áreas da educação, da saúde, da nutrição e do desenvolvimento afectivo que, a médio prazo, as colocam em desvantagem no mercado de trabalho.

       Actualmente, assiste-se ao aparecimento de novas formas de pobreza, de acordo com a Comissão das Comunidades Europeias (1992), estimuladas por factores como:


  • o desemprego resultante da reestruturação dos sistemas produtivos.
  • a desaceleração da actividade agrícola.
  • a intensificação do racismo.
  • a redução do papel da família na sociedade.
  • o incremento dos fluxos migratórios das áreas menos desenvolvidas para as mais desenvolvidas.


       A pobreza é um fenómeno que se reveste de características bastante diversificadas consoantes as regiões, a forma de organização económico-social do país, a cultura dominante e o nível de desenvolvimento; isto por muitas vezes interfere no conceito de globalização, visto que por um lado veio melhorar o mundo, a tecnologia e retrair as fronteiras, por outro lado veio aumentar o desemprego que conduz à pobreza e exclusão social devido à constante competitividade.
       Apesar da pobreza mais severa se encontrar nos países subdesenvolvidos esta existe em todas as regiões.
       Nos países desenvolvidos manifesta-se na existência de sem-abrigo e de subúrbios pobres. A pobreza pode ser vista como uma condição colectiva de pessoas pobres, grupos, e mesmo de nações.
       A pobreza é um factor resultante da falta de recursos, isto é, resulta de uma escassez em determinados recursos, uma vez que leva a que o indivíduo não possa viver normalmente e esteja privado do seu bem-estar.

       Assim sendo, pode ser entendida em vários sentidos, principalmente:

Carência material; envolve necessidades da vida quotidiana como alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde. Pobreza neste sentido pode ser entendida como a carência de bens e serviços essenciais.

> Carência de rendimento ou riqueza; nomeadamente a falta de recursos económicos; a situação profissional do indivíduo pode também condicionar a sua economia.

> Carência Social; como a exclusão social, a dependência e a incapacidade de participar na sociedade. Isto inclui a educação e a informação. As relações sociais são elementos chave para compreender a pobreza pelas organizações internacionais, as quais consideram o problema da pobreza para lá da economia.

A Pobreza pode ser dividida em dois conceitos:

Pobreza Absoluta e Pobreza Relativa

Pobreza absoluta: refere-se às condições mínimas de sobrevivência; é definível, em termos quase idênticos, em qualquer lugar do mundo.

       A pobreza absoluta divide-se em:
          Pobreza primária: ocorre quando o rendimento permite apenas a manutenção, ainda que ao mais baixo nível.

          Pobreza secundária: ocorre quando o rendimento é suficiente para satisfazer as necessidades básicas, mas devido a má administração dos rendimentos, estas necessidades não são totalmente satisfeitas.

Pobreza relativa: baseia-se na confrontação com a realidade da sociedade em que o homem vive. Ocorre quando um indivíduo ou uma família tem o mínimo necessário para subsistirem, mas não possuem os meios necessários para viver de acordo com a área onde estão inseridos.

Exemplo:
       Por exemplo, na Itália, é pobre quem dispõe de um salário inferior à metade do salário nacional (quantia que em países do Terceiro Mundo pode ser até um sinal de riqueza).
       O Banco Mundial define a pobreza extrema como viver com menos de 1 dólar por dia (PPP) e pobreza moderada como viver com entre 1 e 2 dólares por dia. Estima-se que 1 bilhão e 100 milhões de pessoas a nível mundial tenham níveis de consumo inferiores a 1 dólar por dia e que 2 bilhões e 700 milhões tenham um nível inferior a 2 dólares.


Ficheiro:HomelessParis 7032101.jpg

Panorama a nível mundial e nacional da pobreza

Panorama a nivel mundial da pobreza


     A percentagem da população dos países em desenvolvimento a viver na pobreza extrema diminuiu de 28 para 21 por cento entre 1990 e 2001. Essa redução deu-se fundamentalmente na Ásia Oriental e do Sul. Na África subsaariana (parte sul do continente africano) o PIB per capita diminuiu 14% e o número de pessoas a viver em pobreza extrema aumentou de 41% para 44% entre 1981 e 2001. Outras regiões conheceram poucas ou nenhumas melhorias. No início dos anos 90 as economias da Europa de Leste e da Ásia Central registaram reduções acentuadas no rendimento. As taxas de pobreza extrema chegaram aos 6% antes de começarem a diminuir no final da década.
     Outros indicadores relativos à pobreza estão também a melhorar. A esperança de vida aumentou substancialmente nos países em desenvolvimento após a segunda guerra mundial e diminuíram a diferença face aos países desenvolvidos onde o progresso foi menor. Até na África subsaariana, a região menos desenvolvida, a esperança de vida aumentou de 30 anos antes da guerra para 50 anos, antes de a pandemia da SIDA e outras doenças a terem feito recuar para o valor actual de 47 anos. A mortalidade infantil, por seu lado, diminuiu em todas as regiões.
     Entre 1950 e 1999 a literacia mundial aumentou de 52% para 81%, tendo o crescimento da literacia feminina (que passou de 59% para 80% da masculina).
     A percentagem das crianças a exercer uma profissão passou de 76% para 90% entre 1960 e 2000. As tendências relativas ao consumo de electricidade, aquisição de automóveis, rádios e telefones foram semelhantes, bem como as relativas ao acesso a água potável. Também a desigualdade parece ter vindo a diminuir a nível global. A pobreza relativa é vista como dependente do contexto social e acaba por em grande medida ser uma medida de desigualdade. Assim, o número de pessoas pobres pode aumentar enquanto o seu rendimento sobe.

Contudo, mesmo estando a diminuir, a pobreza global é ainda um problema enorme e dramático:


> Todos os anos cerca de 18 milhões de pessoas (50 mil por dia) morrem por razões relacionadas com a pobreza, sendo a maioria mulheres e crianças.

> Todos os anos cerca de 11 milhões de crianças morrem antes de completarem 5 anos.

> 1 Bilhão e 100 milhões de pessoas, cerca de um sexto da humanidade, vivem com menos de 1 dólar por dia, destas 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capita anual de menos de 270 euros.

> Mais de 800 milhões de pessoas estão subnutridas.

> 20% de crianças e 19% de idosos pobres a nível europeu.

> 20% dos ricos ganham 6,1 vezes mais dos que os pobres.

> 15 crianças morrem por hora à fome.

> 1.3 biliões de pessoas não dispõem de agua potável.

> 40% das mulheres dos países em desenvolvimento sofrem de anemia e encontram-se abaixo do peso.

> Uma pessoa a cada 7 padece de fome no mundo.







Panorama a nível nacional da pobreza
























































A pobreza diminuiu em Portugal nas últimas duas décadas mas o país mantém indicadores negativos em termos de corrupção, desemprego e desigualdade salarial, refere um relatório apresentado em Paris. 
Apesar do aumento do rendimento real, Portugal está ainda abaixo da média dos países da OCCE em termos de rendimento médio disponível por família, com 13 mil dólares anuais (cerca de 9 mil euros), equivalente ao da República Checa e apenas superior a alguns países do Leste europeu e do Chile, Turquia e México. 
Relativamente aos consumos de primeira necessidade, 35 por cento dos que habitam em Portugal não têm capacidade para manter a casa adequadamente quente (face a dez por cento da Europa a 27) e quatro por cento da população não tem condições financeiras para fazer uma refeição, pelo menos dia sim, dia não. 
O fosso entre pobres e ricos em Portugal é, além disso, o maior no conjunto dos países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres. 
Os números da pobreza em Portugal são preocupantes. Cerca de 20% dos portugueses vivem ou estão em risco de viver em situação de pobreza (com menos de 360 euros mensais). Estas taxas de risco de pobreza registam-se já depois das transferências sociais, como pensões ou subsídios, porque sem estes, a taxa de pobreza em Portugal cobriria 40% da população. Entre os grupos de risco - mais propícios a caírem em situação de pobreza - estão os idosos e as famílias numerosas. O desemprego, salários de miséria e pensões ainda mais miseráveis, colocam estes grupos em situações francamente difíceis. 
O ano de 2010 foi declarado como Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social e Portugal, de entre os 27 países da União Europeia, esta num dos nove mais pobres, existindo 1,9 milhões de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza, na sua maioria no Norte do país. Neste momento existem acima de 6.500 famílias no distrito do Porto a precisar de auxílio alimentar. 




     A pobreza diminuiu em Portugal nas últimas duas décadas mas o país mantém indicadores negativos em termos de corrupção, desemprego e desigualdade salarial, refere um relatório apresentado em Paris.

     Apesar do aumento do rendimento real, Portugal está ainda abaixo da média dos países da OCCE em termos de rendimento médio disponível por família, com 13 mil dólares anuais (cerca de 9 mil euros), equivalente ao da República Checa e apenas superior a alguns países do Leste europeu e do Chile, Turquia e México.

     Relativamente aos consumos de primeira necessidade, 35 por cento dos que habitam em Portugal não têm capacidade para manter a casa adequadamente quente (face a dez por cento da Europa a 27) e quatro por cento da população não tem condições financeiras para fazer uma refeição, pelo menos dia sim, dia não.

     O fosso entre pobres e ricos em Portugal é, além disso, o maior no conjunto dos países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses mais ricos do país é quase sete vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de pessoas mais pobres.

     Os números da pobreza em Portugal são preocupantes. Cerca de 20% dos portugueses vivem ou estão em risco de viver em situação de pobreza (com menos de 360 euros mensais). Estas taxas de risco de pobreza registam-se já depois das transferências sociais, como pensões ou subsídios, porque sem estes, a taxa de pobreza em Portugal cobriria 40% da população. Entre os grupos de risco - mais propícios a caírem em situação de pobreza - estão os idosos e as famílias numerosas. O desemprego, salários de miséria e pensões ainda mais miseráveis, colocam estes grupos em situações francamente difíceis.

     O ano de 2010 foi declarado como Ano Europeu do Combate à Pobreza e Exclusão Social e Portugal, de entre os 27 países da União Europeia, esta num dos nove mais pobres, existindo 1,9 milhões de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza, na sua maioria no Norte do país. Neste momento existem acima de 6.500 famílias no distrito do Porto a precisar de auxílio alimentar.

Causas e Consequências da Pobreza

Causas da pobreza

A pobreza não resulta de uma única causa mas de um conjunto de factores:


  • Factores político-legais: corrupção, inexistência ou mau funcionamento de um sistema democrático, fraca igualdade de oportunidades.
  • Factores económicos: sistema fiscal inadequado, provocando irregularidades na economia; a pobreza prejudica o investimento e o desenvolvimento.
  • Factores socioculturais: baixa instrução, discriminação social, exclusão social, crescimento muito rápido da população.
  • Factores naturais: desastres naturais, clima, doenças.
  • Problemas de Saúde: drogas, alcoolismo, doenças mentais, SIDA, a malária; deficiências físicas.
  • Factores históricos: colonialismo, passado de autoritarismo político.
  • Insegurança: guerra, genocídio, crime.
  • Desemprego, salários baixos e condições de precariedade.
  • Globalização: através de contínuas crises económicas. As economias mais frágeis estão hoje à mercê das empresas dos países mais ricos.



Consequências da Pobreza

Muitas das consequências da pobreza são também causas da mesma criando o ciclo da pobreza. Algumas delas são:

  • Fome.
  • Baixa esperança de vida.
  • Doenças.
  • Falta de oportunidades de emprego.
  • Carência de água potável e de saneamento.
  • Maiores riscos de instabilidade política e violência.
  • Emigração.
  • Existência de discriminação social contra grupos vulneráveis.
  • Existência de pessoas sem-abrigo.
  • Depressão.

Soluções para erradicar a pobreza em Santo Tirso

     
       A Câmara Municipal de Santo Tirso tende a apostar em iniciativas, programas e projectos de acção social tendo em vista zelar pelo bem-estar de todos os munícipes, garantir condições para o pleno exercício da cidadania para que se promova o empreendedorismo, favorecendo todos os que estão desprovidos de instrumentos para a tão desejada mutação social.
       O agravamento de indicadores como a taxa de desemprego e todas as consequências que daí advêm (como são disso exemplo os problemas relacionados com o alcoolismo, a toxicodependência, a violência doméstica, as crianças e jovens em risco, etc.), fazem da inclusão social uma prioridade municipal.
       A Autarquia tem levado a cabo um conjunto de políticas sociais que visam minimizar as condições vulneráveis em que algumas pessoas vivem e que não descuram todas as questões envoltas da cidadania.


       Essas políticas confundem-se com um conjunto de linhas estratégicas para o futuro do concelho, que importa realçar:

  • Actuar em situações de maior desfavorecimento ou carência económico-social com vista a uma sociedade mais inclusiva;
  • Promover a coesão territorial, garantindo altos índices de habitabilidade, urbanidade e ruralidade;
  • Preparar um futuro próspero através do bem-estar das crianças e jovens;
  • Favorecer a ocupação e a inserção socioprofissional das pessoas com deficiência;
  • Incrementar acções de cidadania activa que rejuvenesçam a população sénior;
  • Expandir a Rede Social e promover a articulação entre os diferentes agentes sociais;
  • Agir pela igualdade de oportunidades;
  • Assegurar o direito de cidadania a todos os munícipes numa perspectiva de desenvolvimento social local.


Pobreza Infantil

Definição

     A pobreza infantil é um fenómeno intrínseco ao da pobreza em geral, uma vez que as condições de vida da criança estão estreitamente ligadas às condições de vida da família. Em muitas situações, a pobreza infantil não é mais do que a tradução do modo de vida do agregado, quer do ponto de vista material como social e cultural. 
     Deste modo, a pobreza infantil é uma fase particularmente chocante do problema da pobreza, as crianças que vivem em situação de pobreza são aquelas que vivenciam a privação do material, espiritual, emocional e recursos necessários para sobreviver, desenvolver e prosperar, deixando-as incapazes de desfrutar de seus direitos, de realizar seu pleno potencial ou participar como membros de pleno e igual da sociedade, pondo em causa valores como a justiça, o direito á cidadania e a igualdade de oportunidades.





Dados estatísticos a nível da pobreza infantil em Portugal

     
      Um relatório da Comissão Europeia aponta Portugal com um dos oito países europeus com maior nível de pobreza infantil. A pobreza infantil tem vindo a aumentar nos países ricos, em Portugal, atinge uma em cada seis crianças.
       Portugal, também faz parte da lista dos que viram a condição infantil degradar-se desde a década de 90 (a pobreza entre as crianças aumentou 3,2 por cento). De resto, em 17 de 24 países da OCDE para os quais há dados, as taxas de pobreza infantil subiram desde o início dos anos 90. Apenas a Austrália, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos apresentam melhorias significativas.
       Dados do Eurostat recentemente divulgados referiam que em 2008, 23 por cento das crianças portuguesas até aos 17 anos eram pobres. Em Maio de 2009, 42 por cento dos beneficiários do rendimento social de inserção estavam neste escalão etário que, e o dado é relativamente novo, é também um dos mais atingidos pelo “risco de pobreza”.
A taxa de pobreza infantil em Portugal é de 16,6% em 2011, um valor superior à média dos países da OCDE (12,7%) e a oitava maior do grupo, refere um estudo da Organização.
       Para a generalidade dos países da OCDE, as crianças que vivem em famílias monoparentais em que apenas um adulto aufere rendimentos tendem a ter taxas de pobreza mais elevadas do que as que vivem em famílias duo-parentais.



      Este número é muito elevado, e tem rostos e esses rostos reflectem vivências de negligência, de abandono, de violência, de carência económica. Reflectem um fraco investimento nas novas gerações e a incapacidade em quebrar os ciclos de pobreza. Por consequência conduz a uma incapacidade em criar medidas de política eficazes que minimizem os danos causados por uma infância marcada pela pobreza. Portugal ainda não conseguiu, por muito que seja o investimento do Estado nesta área, debelar os números da pobreza infantil que são mais elevados dos que se referem a taxa de risco de pobreza que se situa agora nos 18%.

Causas da pobreza infantil e possíveis soluções

       
       A maioria das crianças atingidas pela pobreza são filhos de pais pobres.  Visto isto, as causas são similares as da pobreza dos adultos , tais como, políticas governamentais , falta de educação , desemprego , serviços sociais , deficiência e a discriminaçao.
       A falta de recursos económicos dos pais como o rendimento disponível restringe também as oportunidades das crianças.
       Os factores económicos e demográficos, como desindustrialização, globalização, segregação residencial , a segmentação do mercado de trabalho e a migração de moradores de classe média de cidades do interior, restringem as oportunidades económicas e escolhas em geração, o isolamento do centro das cidades que gera as crianças pobres.
       A perda de " valores familiares ", ou o declínio da família nuclear , a ilegitimidade , a gravidez na adolescência , e aumento do número de mães solteiras , também é citado como uma das principais causas da pobreza e da dependência da previdência social para as mulheres e seus filhos. Famílias criadas por uma mãe solteira são geralmente mais pobres do que aquelas criadas por casais.
 
Possíveis soluções

Virgínia Ferreira, socióloga, refere que o elevado risco de pobreza infantil “é um indicador que reflecte a situação do país". A socióloga defende que as soluções passam por resolver outros problemas associados através de “políticas de desenvolvimento, de incentivo ao investimento, de apoio à criação de emprego e sobretudo também apoio, através de acção social e estímulos à integração, de famílias [carenciadas] para evitar a exclusão social.” Virgínia Ferreira defende também que a comunidade tem de ajudar as famílias a conseguirem sustentar as suas próprias necessidades.



A pobreza infantil por vezes conduz ao trabalho infantil, especialmente no norte do país, levando a este panorama:



  “Em meios pobres onde o tecido empresarial é dominado por pequenas empresas com fraco poder competitivo, o trabalho das crianças mostra-se particularmente atractivo, quer para as famílias como para as empresas. O reduzido nível educacional dos pais e a fraca credibilidade no sistema de ensino leva os pais a empurrarem os filhos para a vida activa. O apelo ao consumismo torna a obtenção de um ordenado como o único meio destas crianças satisfazerem as necessidades impostas pela sociedade actual, colaborando com os seus progenitores. As empresas conseguem assim uma mão-de-obra que lhes concede alguma vantagem comparativa. É neste sistema de cumplicidades que normalmente se desencadeiam as situações de trabalho infantil.” Segundo Amélia Bastos .

domingo, 3 de julho de 2011

História do Abandono Infantil

       O “abandono infantil” resume-se à situação em que uma criança é abandonada ou entregue a si própria, sem ter ninguém que lhe assegure a satisfação das suas necessidades físicas básicas e de segurança.
       A prática do abandono infantil teve as suas origens na Antiguidade, entre os gregos e os romanos. Os pais das crianças abandonavam-nas na rua, apenas por não terem como objectivo terem filhos ou porque ter um filho implicaria mais gastos para a família. De um modo geral, estas crianças eram acolhidas por outras famílias e eram vendidas, usadas como escravos ou, ainda, utilizadas como “objecto” de mendicância.
       Na Idade Média, sob a influência da Igreja, as crianças abandonadas começaram a ser assistidas em alguns hospitais da Europa.
       No século XIII foi instalada, em Itália, a primeira Roda dos Expostos, que consistia num “sistema com dispositivo giratório de madeira, semelhante a um cilindro, o qual tinha uma janela que permitia que a criança fosse deixada na Instituição, sem que o depositante fosse identificado”.
       Com a censura do aborto e do infanticídio, na Idade Média, a abandono infantil aumentou, especialmente quando as mães eram mulheres “ilustres”.
       Em Portugal, a problemática do abandono de crianças apenas foi um objecto de maior preocupação, por parte do Estado, desde o século XVI.
       Ao longo do século XIX, o Estado começou a ter um papel mais activo relativamente à ajuda atribuída a crianças e adolescentes que foram abandonados.
       No entanto, é importante ter em consideração que, durante o século XVIII e a primeira metade do século XIX, milhares de crianças continuaram a ser abandonadas por toda a Europa. Face a este abandono constante de crianças, Portugal iniciou várias práticas assistenciais específicas e variadas contra a problemática do chamado “abandono infantil”.
       Ao longo do tempo o número de Instituições de acolhimento de jovens que foram abandonados foi crescendo, sendo que actualmente existem várias Instituições, em Portugal, que têm como fim acolher estes jovens abandonados.